O primeiro carregamento de ajuda internacional para países atingidos pela crise Cuba chegou ao país na forma de cinco toneladas de suprimentos médicos, disseram fontes oficiais na quarta-feira.
Uma delegação de cerca de 100 activistas europeus chegou durante a noite a Havana aeroporto com a ajuda, que será distribuída aos hospitais, disseram as fontes.
Cuba esteve atolado numa crise económica exacerbada pela súbita suspensão do fornecimento de petróleo de Venezuela em janeiro, depois que os Estados Unidos depuseram o presidente Nicolás Maduroum aliado de Cuba.
A nação insular de 9,6 milhões de habitantes já estava lutando contra os efeitos do bloqueio de combustível dos EUA contra a ilha.
Os activistas humanitários de vários países europeus e latino-americanos, bem como Peru pertencem à flotilha Nuestra América (“Nossa América”) que pretende mostrar a sua solidariedade para com o povo cubano.
No total, as organizações humanitárias e figuras públicas planeiam entregar 20 toneladas de ajuda à ilha por via aérea e marítima para ajudar Cuba a atravessar a sua pior crise económica em três décadas, exacerbada pela captura de Maduro pelos EUA e pelo corte nos embarques de petróleo da Venezuela.
Presidente dos EUA Donald Trump ameaçou retaliar qualquer país que envie petróleo para a ilha caribenha.
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A mídia oficial cubana disse que outro comboio estava partindo Chile na quarta-feira com “medicamentos, suprimentos e alimentos para ajudar Cuba a enfrentar o endurecimento do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos”.
Além disso, um grupo de 140 pessoas – incluindo médicos, advogados, líderes sindicais e ativistas – voará de Miami, Flórida, para Havana na sexta-feira para entregar 2,8 toneladas de suprimentos médicos a clínicas e hospitais, segundo o grupo pacifista CODEPINK, um dos organizadores da operação.
Uma flotilha vinda do México também deverá chegar a Havana até o final da semana.
Separadamente, activistas de esquerda também planeiam realizar um evento de solidariedade ao longo da zona portuária de Havana.
Entre os participantes esperados estão Pablo Iglesiasum ex-político espanhol e fundador do partido de esquerda Podemos, do grupo irlandês de punk-rap Kneecap, do ativista climático brasileiro Thiago Avila e do parlamentar britânico de esquerda Jeremy Corbynde acordo com comunicado dos organizadores.
Na sua declaração, os organizadores citaram Corbyn dizendo que os Estados Unidos bloquearam Cuba durante seis décadas e “agora a administração Donald Trump está a intensificá-lo”.
Corbyn insistiu que a maioria das pessoas em todo o mundo estava do lado do povo cubano.
Iglesias disse que “defender o povo cubano é defender a soberania e a liberdade contra a lógica criminosa do bloqueio” imposto por Washington.
(FRANÇA 24 com AFP)