Harianjogja.com, JACARTA—A Câmara dos Representantes da Indonésia destaca com firmeza o caso de alegado abuso perpetrado por membros da Brigada Móvel da Polícia Regional de Maluku, Bripda MS, contra um estudante MTs com as iniciais AT (14) na cidade de Tual, Maluku, que resultou na morte. O caso de Bripda MS Tual é considerado um sério teste ao compromisso com a aplicação da lei no seio da Polícia Nacional. A decisão de demitir Bripda MS é considerada um passo firme, bem como uma forte mensagem de que violações graves não serão toleradas.
O vice-presidente da Comissão III DPR RI, Ahmad Sahroni, enfatizou que a demissão foi uma forma de responsabilização institucional. Segundo ele, a revogação da condição de policial agilizará o processo judicial sem entraves administrativos ou a impressão de proteção da instituição.
“Com esta demissão, o processo judicial poderá ser realizado de forma mais rápida, objetiva e transparente.
Ele avaliou que a orientação da liderança da Polícia Nacional em relação à aplicação da lei de forma humana e mensurável era realmente clara. Contudo, surgem frequentemente problemas na fase de implementação no terreno, especialmente nos membros do nível mais baixo que têm contacto directo com a comunidade.
Sahroni até encorajou a avaliação a não se limitar apenas ao perpetrador. Abriu a possibilidade de sanções aos superiores diretos caso ficasse comprovado que houve negligência na fiscalização ou orientação.
“Em casos graves como este, não basta que o autor do crime seja punido. Se houver negligência no coaching ou na supervisão, os superiores também precisam de ser responsabilizados”, frisou.
Segundo ele, o incidente que ceifou a vida de um adolescente na cidade de Tual foi muito preocupante e contrário à orientação do Chefe da Polícia Nacional que privilegiava uma abordagem persuasiva e de protecção comunitária. Portanto, o processo legal no caso Bripda MS Tual deve ser conduzido minuciosamente e sem concessões.
“Esta é uma triste tragédia. As instruções do Chefe da Polícia Nacional são claras, os membros devem ser humanos, priorizar a prevenção e agir de forma profissional e comedida. Se ocorrerem violações fatais no terreno, então deve haver consequências estritas”, explicou.
Pediu que este incidente seja um impulso para a reforma interna da polícia, especialmente ao nível da Polícia Regional, para que o uso da força no terreno esteja verdadeiramente de acordo com os procedimentos e não seja excessivo. Uma avaliação minuciosa é considerada importante para fortalecer a supervisão e prevenir a recorrência de casos semelhantes.
Sahroni lembrou ainda que os atos de violência só podem ser justificados em condições muito urgentes ou quando existe uma ameaça real à segurança da vida. Especialmente quando se trata de menores, a abordagem adoptada deve ser extremamente cuidadosa e proporcional, para que todas as acções tomadas permaneçam dentro do corredor legal e da protecção dos direitos humanos no caso de Bripda MS Tual.
“A ação é necessária caso haja violação da lei. Mas deve ser mensurável e não mal direcionada. Depois de decorrido o processo legal, as instituições também são obrigadas a realizar avaliações internas para que incidentes semelhantes não voltem a acontecer”, frisou.
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