Papa Leão aparentemente opinou sobre a cobertura mediática da guerra dos EUA e de Israel com o Irão, desta vez apelando aos jornalistas para retratarem o sofrimento humano e evitarem amplificar a propaganda.
Numa publicação nas redes sociais, o papa nascido nos Estados Unidos escreveu: “Nas dramáticas circunstâncias da guerra, a informação deve evitar o risco de se transformar em propaganda. É dever de cada jornalista verificar as notícias, para não se tornar um megafone do poder. Deve mostrar o sofrimento que a guerra sempre traz às populações, o que implica mostrar a face da guerra e contá-la através dos olhos das vítimas”.
Embora a postagem do Papa não tenha sido específica, segue-se a um fim de semana em que o Presidente Donald Trump se enfureceu contra a cobertura negativa da guerra pela mídia. O seu presidente da FCC, Brendan Carr, ameaçou as licenças dos meios de transmissão, enquanto o seu secretário da Defesa, Pete Hegseth, criticou os canais de notícias por cabo e afirmou que as histórias de tragédia militar são uma tentativa de prejudicar Trump. O presidente também alertou no domingo sobre a propaganda iraniana usando conteúdo gerado por IA, ao mesmo tempo em que alegou, sem provas, que meios de comunicação não especificados a distribuíam conscientemente e até trabalhavam em coordenação com o regime de Teerã.
A última postagem do papa, porém, parecia ser um apelo aos jornalistas para que capturassem o custo humano da guerra, em vez do choque e do espanto do poderio militar.
O papa apelou a um cessar-fogo, escrevendo no domingo: “Que os caminhos do diálogo sejam reabertos! A violência nunca poderá levar à justiça, à estabilidade e à paz que os povos esperam”.